quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

Para falar de mim

Eu não sou um ser terrestre, disso eu tenho a certeza.

E as pessoas irão compreender o porquê à medida que forem lendo os meus posts.

Na minha vida acontecem coisas demasiado estranhas para que eu me consiga fazer crer a mim mesma que fui havida aqui neste planeta onde as pessoas são cinzentas, iguais e se conformam com o facto de as semanas terem sete dias e durante CINCO terem que se levantar às 7 da manhã (como assim 7 horas da manhã? Porra ainda ninguém conseguiu criar uma lei que proibisse as entidades patronais de obrigarem os empregados a estarem às 9 a trabalhar?...Tendo em conta a diarreia legislativa que neste país se vive? Eu acho que esta parece uma ideia bastante plausível), e, trabalharem até (no mínimo) às 18h. 

Depois de todo este circo entediante que é ter de trabalhar as pessoas vão para as suas casas jantar, xixi e cama. 

Over and over again. Kill me now.

Tradução: As rotinas a mim causam doenças muito graves.

Mas a verdade é que desde muito pequenina que eu me inquieto e questiono relativamente à minha proveniência...Eu só não sabia que vinha de Neptuno na verdade porque nem sabia o que era Neptuno ou outro planeta qualquer ou o que quer que seja.

Como já falava, perguntava aos meus pais "eu sou mesmo vossa filha?" e eles, tão neptunianos como eu respondiam que NÃO. Eu não era filha deles. Na verdade tinham me ido buscar a uma instituição, e, veja-se a minha sorte, no meio de tantos bebés escolheram-me a mim.

Sorte o caraças, porque esta resposta deixava-me num pranto em lágrimas, eles tinham mesmo que intervir.

Para me acalmar (sim porque eu não sou fácil) e para me convencer o meu pai dizia "Estamos a brincar contigo, olha os teus dedos: são iguais aos do pai, tal e qual"; "Olha os teus dentes como os do pai? e o teu nariz? I G U A I S" É tudo igual a ele, coitada da minha mãe. E de facto ainda bem que são as mães que carregam os filhos na barriga porque senão outro tipo de dúvidas podiam surgir. Ainda assim, em relação a toda esta temática consigo apenas deduzir que sou um homem mas com mamas (e quanto a isto também há muito que se lhe diga) e um "pipi" (não tou mesmo a encontrar palavra mais acertada).
Posto isto, e sendo este o primeiro texto que me neptuaniza, colocando-me na pele de quem o lê, considero estes argumentos só por si bastante fortes e convincentes.

Tal como a minha chefe diz "Mafalda, sempre que fazes alguma coisa tens que acrescentar uma conclusão no fim", pois cá vai:

1) Desde pequena que tenho problemas de identidade.
2) Os meus pais em nada contribuíram para que assim não fosse.
3) Os meus pais são tão doidos como eu.

Peixinhos e abraços

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